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 SPEZI 2018 com pré-mochilão

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ninocoutinho

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Mensagens : 1272
Data de inscrição : 20/09/2010
Localização : Itabira - MG

MensagemAssunto: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qua Maio 02, 2018 6:09 am

Pra quem não conhece, a SPEZI é a feira de "bicicletas especiais" que acontece numa pequena cidade na alemanha, anualmente, no último fim de semana de abril, há mais de 20 anos. Pra essa feira vão os principais fabricantes europeus (pouquíssimos americanos, alguns chineses) de reclinadas, velomóveis, bicicletas cargueiras, dobráveis, além de fabricantes de peças e acessórios. Muitas das novidades e lançamentos dessas marcas são programados para serem estreados por lá. Ciclistas de toda a europa e do mundo peregrinam para a pequena Germersheim, nesta época, transformando o lugarejo na verdadeira MECA dos reclineiros!!!

Sabendo que em apenas dois dias de feira tudo seria, apesar de intenso, corrido, programei um roteiro anterior de nove dias pela holanda e dois na alemanha, além do sábado de domingo da feira, com intenção de fazer um tour pelas principais lojas - ou fabricantes - de reclinadas desses lugares e experimentar os modelos que mais me interessavam, ou me despertavam curiosidade. Nesses testes eu poderia pedalar por mais tempo - em geral rodei de 10 a 30km com cada bicicleta/triciclo - do que na feira (onde dificilmente vc fica mais de 5 minutos com uma bike) e trocar um ideia mais de perto com os lojistas, que podem dar um tipo de feedback que os fabricantes podem não ter ou não estar dispostos a revelar.

Claro que também estava incluso no pacote viver de perto a cultura ciclística desses locais, a culinária, hábitos, visitar algumas das principais atrações, museus, e fazer umas comprinhas. Neste relato, pra não ficar mais longo do que com certeza ficará, vou me ater às experiências com reclinadas. No total experimentei 34 reclinadas - 14 antes da SPEZI e 20 na feira em si.

(OBS: quase todos os pequenos vídeos estão disponíveis em 1080p, mas às vezes tem que selecionar na 'catraquinha' de settings do youtube)

Amsterdam - LigfietsWinkel Amsterdam

Visitei a loja do Gerhard, que foi a pessoa com quem mais me identifiquei em toda a viagem. Ele é o típico "sonhador" - como eu - que espera um dia tirar todos os carros das ruas, colocar todo mundo pra andar de bicicleta, as crianças pra fora de casa, e converter os ciclistas para o reclinismo. Ele conta que viveu o auge do reclinismo em Amsterdam no início dos anos 2000, quando tinha uma loja no centro da cidade e chegou a vender num só ano coisa de 80 reclinadas. Há alguns anos vive o declínio da cultura reclineira na cidade - que ele diz não compreender - e mudou a loja pra uma área industrial a uns 15km da cidade onde só recebe os clientes com hora marcada, tem muitas bicicletas usadas à venda (muitas old school ou que nem existem mais, como a Zephyr e as Optima), além de triciclos e velomóveis (um WAW muito antigo, nada a ver com os de hoje, um Challenger e um Leitra), e representa os principais fabricantes. Ou seja, vc pode ir lá e experimentar as várias que ele tem no estoque, levar pra casa uma delas mesmo ou então encomendar uma novinha.



Fiz um rápido test ride num Ice Adventure 20 com assistência elétrica, depois rodei 30km na Flevobike GreenMachine e e terminei experimentando brevemente uma M5 Shockproof 451.







Curiosamente, esqueci meu passaporte na loja, e só percebi quando já estava chegando no museu van gogh, a uns 17km de lá. Liguei pra ele e ele foi de bike me entregar, após minha saída da exposição, em sua charmosa Rainbow Lyric. Aproveitamos e conversamos mais um bocado.



Dronten - Ligfiets Tempelman, Velomobiel.NL, Flevobike, ICB


Dronten é uma pequena cidade de 40 mil hab que tem a incrível façanha de abrigar três fabricantes de velomóveis (Velomobiel.nl, ICB e FlevoBike) e uma bela loja, onde fui primeiro e peguei um Ice Sprint RS 20 pra fazer pedalando as visitas aos fabricantes.





Na Velomobiel.nl conversei bastante com o Theo e o Allert, as "cabeças" da fábrica, sobre as opções de configuração de transmissão, sobre o uso de velomóveis em regiões quentes e montanhosas - a princípio, não recomendam, a não ser com assistência elétrica - e rodei num laranjíssimo Quest XS por uns 4km.







De lá fui à fábrica da FlevoBike onde o Andres me apresentou parte da produção (eles não fazem só o greenmachine, o orca e o armadillo, mas também produzem peças pra outros fabricantes, como a Giant), e ainda me guiou de Armadillo a um local para almoçar.

Por fim fui à ICB, muito bem recebido pelo Peter que me instruiu no DF, conversamos sobre questões de manutenção e também de uso dos velomóveis em diversas situações (ele é mais otimista que o theo e o allert, acha q pode perfeitamente ser bem usado, sem sofrimento, em clima quente e relevo acidentado) e me liberou pra pedalar 20km na estrada!





Leiden - Maia Ligfiets

A loja da Maia em Leiden estava completando um ano de existência, e já cheguei nela comendo um bolo comemorativo. Passei o dia inteiro colhendo informações com o dono da loja, o Thys, que se mostrou excepcionalmente técnico, me deu detalhes sobre várias bicicletas/triciclos e sobre como é o relacionamento com vários fabricantes. Eles estocam Challenge, HPVelotechnik, Hase (tem praticamente toda a linha desses 3) Azub e Performer - posso ter esquecido de algum. Também conversamos bastante sobre geometria. Rodei 30km com a Performer FWD, outros 30 com a HPVelotechnik Grasshopper e dei uma voltinha no quarteirão com uma Nazca Paseo.









Nijmegen - ELAN.cc

A Elan, além de uma grande loja/oficina de reclinadas, é atualmente o fabricante das Challenge e da Raptobike. Funciona num grande galpão junto com outras lojas de bike, o Dutch Bicycle Center, compartilhando o espaço, o café, os escritórios, a área de estoque e a oficina. Reservei dois dias pra esta experiência, o q foi ótimo, pois além de ter muitas opções pra pedalar, foi o ambiente mais movimentado e tentar dar conta de tudo num só dia ia ser complicado, considerando o "rush" em que ficam os funcionários pra poder atender todos. O dia inteiro chega gente com reclinadas pra oficina, ou pra ver bicicletas, e a loja também vende componentes "comuns" de bicicleta pela internet e essa é outra solicitação constante pro pessoal - chegada de produtos, saída de encomendas, conferir pedidos no computador, telefone tocando o tempo todo. Bem corrido! No primeiro dia rodei 10km com a Raptobike Low, e 20km com a Challenge Hurricane. No segundo dia mandei 30km na Challenge Fujin e 20km na Challenge Chamsin.









Além das óbvias challenge e rapto, eles também estocam HPVelotechnik, Flevo, as dobráveis da Tern e tem um velomóvel DF (ICB) por lá. Entre as bikes que vi frequentarem a oficina enquanto estava lá, vi Challenge Hurricane, Challenge Seiran, Flevo GreenMachine, HPVelo StreetMachine e uma Raptobike Midracer, que estava sendo montada pra um camarada da Malásia que foi lá buscar e ir pedalando até a Alemanha, em Bonn, onde pegaria um voo de volta.



Köln - Lowrider.de e Veloladen

Visitei as duas lojas mas só na primeira, low-rider, pude conversar mais e de fato pedalar, rodando 20km com o HPVelotechnik Scorpion fs20. De todas as lojas que visitei, essa foi a primeira que de fato apresentava mais triciclos do que bicicletas. Nos EUA essa tendência é muito clara, com os trikes chegando a representar 90% das vendas de reclis. Na europa parece que não são todas as lojas que enxergaram essa tendência - ou, pelo menos no caso das lojas que visitei, talvez elas tenham mais bikes em estoque do que trikes simplesmente porque as bikes não estão vendendo tanto, então ficam acumuladas. Não sei, porque não perguntei sobre isso nesses lugares.









Na segunda loja, a veloladen, eu já estava um pouco exausto da pedalada q tinha feito até lá (cerca de 27km, com um pouco de trânsito pesado de Köln), o proprietário da loja falava pouquíssimo inglês e os modelos disponíveis eram um pouco repetidos em relação ao que já tinha experimentado. Valeu muito ver as instruções (realmente só ver, porque entender, não entendia nada!) que uma cliente com um Kettwiesel com assistência elétrica (shimano steps) recebeu sobre a montagem do Klimax, a cobertura pra frio/chuva da Hase.



Apesar de ele não falar bem inglês, consegui puxar assunto sobre o fato de ele ter bem mais triciclos do que bicicletas. Ele tinha toda a linha da Hase, da HPVelo e quase toda da ICE. De bikes só tinha algumas Flux, e as óbvias StreetMachine e Grasshopper. Ele me explicou que tem essa loja há 23 anos e que, há 20 anos atrás, a maior parte de sua clientela era de jovens querendo pedalar super rápido, próximo ao chão e bem deitados. Hoje em dia, a maior parte dos seus clientes está na faixa de 50-60 anos, buscando uma pedalada mais relaxada - triciclos muito confortáveis - e não se importam em pagar super caro num trike com todos os adicionais imagináveis.

SPEZI 2018

AAAAHHHHH!!!! Como começar???

No trem indo pra lá a aventura já começou, entrando no vagão junto com reclineiros em seus veículos, ou disfarçados de pessoas normais! Também muitas pessoas de Brompton ou com bicicletas tradicionais de cicloturismo. Na chegada a Germersheim quem tava de bike/trike já saiu pedalando na plataforma mesmo, enquanto nós a pé fomos nos conhecendo e vendo cada vez mais reclineiros nos cerca de 2km até a feira.



O clima já estava instalado em todos! Ao redor da feira, bastante agito, vc já quer fotografar e filmar tudo mas evita, porque quer perder menos tempo e entrar logo. Uma bobagem porque uma das partes mais interessantes da feira é exatamente o lado de fora, mas só depois de passar um tempo lá dentro é que vc se dá conta disso. É lá fora que fica a maioria do pessoal que vai pra lá pedalando, de bike, trike ou velomóvel, e a troca de informações entre os ciclistas é maior. Muitos deles estão ali também para vender suas próprias bikes usadas, ou mesmo anunciar algo sem estar propriamente "pagando" por um estande.



Há três halls principais, sendo o terceiro bem menor, uma área de exposição externa, uma área de exposição de "invenções", uma pista de testes de elétricas (reclis, cargueiras, dobráveis), uma pista de testes de crianças e a pista de testes de reclinadas - ou, que seja, das bicicletas especiais (cargueiras, elliptigo, etc).

Na pista de testes de elétricas, pedalei um Kettwiesel com Shimano Steps, um HPVelo Gekko 20 com Shimano Steps e câmbio eletrônico com troca autómatica, e um Ice Sprint 26 com roda copenhague. Essa pista de testes é interessante porque tem subidas, descidas, curvas fechadas e curvas bem abertas. Vi gente tombando triciclo numa das curvas abertas - no caso, o próprio Gekko q experimentei logo em seguida.

Na pista de testes de "não-elétricos" pedalei Azub Origami, Azub T-Tris, Toxy ZR, Toxy LT, Toxy Flite, Zox 26 e Hase Kettwiesel. Nessa pista a adrenalina e a alegria correm soltas, porque cada comboio tem 25 minutos pra ficar rodando no circuito oval, e vai trocando de bike/trike à medida que anunciam num megafone. Esses 25 minutos passam como se fossem 5. Próximo à última volta começam a tocar uma musiquinha em estilo de "grito de guerra" de torcida de futebol, q não sei o q dizia porque obviamente era em alemão.





Outros testes possíveis, q são até mais interessantes que os da pista de testes, são os que vc faz pegando as bikes "emprestadas" nos fabricantes que estão em estandes externos. Aí vc consegue rodar na rua, no trânsito, sem a loucura do circuito oval. A princípio não tem um limite de tempo, mas o bom senso manda que vc gaste algo entre 5 e 10 minutos. Pedalei Nazca Fuego, Nazca Gaucho, Nazca Fiero, Wolf&Wolf, Kervelo, Flux S600, Catrike 700, uma fatbike de cicloturismo e um velomóvel WAW.













Por fim, próximo ao horário de encerramento do segundo e último dia, com os expositores já guardando seu material e a galera indo embora, o clima era de velório, ao menos pra mim. Dá aquela sensação de "o sonho acabou". Saí pra comer uma pizza e tomar uma cerveja e, ainda faltando bastante tempo pro meu trem, resolvi voltar pra área da feira, apenas pra usar o WiFi. No caminho, meus olhos foram enchendo d'água e felizmente encontrei com o Gerhard, meu anfitrião da primeira loja, e conversamos sobre tudo que vimos, contei sobre o resto da minha viagem após ter passado pela loja dele, e ele me acompanhou na caminhada até a estação - com direito a uma corridinha marota no final pra não perder o trem!

Sobre as bikes testadas, algo interessante é que na maioria dos casos a pedalada se comportou como esperada. Em alguns caso previ exatamente todo o comportamento. Claro que houve algumas surpresas positivas, e também algumas decepções. Abaixo, pequenas e despretensiosas impressões:

Flevobike Greenmachine: me surpreendeu pela absurda rigidez aliada a um máximo conforto. Essa corrente passando retinha por dentro do quadro retangular direto no rohloff é absurdamente eficiente, e muito menos ruidosa do que achei q fosse, pelos relatos. Também era excepcionalmente confortável, mas devo dizer que a montagem estava na config mais "top" pra isso: suspensão dianteira MEKS de carbono e um shock traseiro a ar/óleo (não sei q marca). E me deu impressão de extrema durabilidade e confiabilidade, certamente "A" reclinada mais durável que pode ser produzida.

M5 Shockproof 451: entendi o fascínio do Artur pela direção da M5. é bom demais, ergonômico e seguro. a bike também se comporta de forma excelente em curvas. pena que não pedalei mais nela, q estava bem grande pra mim e com um dos freios meio zoados. queria bastante ter outra experiência com ela, mas não encontrei mais nenhuma pelo caminho.

Ice Sprint RS 20: meu triciclo preferido de todos. se, hoje em dia, estivesse entrando no mundo das reclinadas, teria bastante de dificuldade de decidir entre uma bike e um trike, especialmente pelo comportamento deste delicioso trike da ICE.

Performer FWD: mais dura e mais arisca do que eu esperava, infelizmente. o "arisca", na minha opinião, é bem no mau sentido mesmo. a bike é nitidamente mais curta do que deveria ser. qualquer freada mais brusca vc parece q vai voar da bicicleta, e curvas também não dão uma sensação de segurança. no entanto, a transmissão me pareceu muito bem resolvida, em termos de solução técnica pra corrente, e razoavelmente rígida. achei uma boa bike pra quem quer andar mais devagar, só que ela é uma bike com excelente potencial pra ser rapidinha e, rapidinha, assusta um pouco. e olha que sou acostumado com a metaphysic, q é tida como uma reclinada muito responsiva. com uns pneus bem largos, o mais largo que couber (q, pelo q medimos, não é muito: cabem uns 40mm no garfo dianteiro), a dureza da bike deve melhorar, e em termos de geometria tenho certeza que alguns cm a mais de entre-eixos já a deixaria menos arisca.

HPVelotechnik Grasshopper: acho realmente q é uma reclinada "padrão" de cicloturismo, e também de andar na cidade. é uma das bicicletas que mais queria experimentar, e não me decepcionou. muito confortável e muito estável, dirigibilidade excelente. não preza por ser muito rápida. se ela tem um defeito, é o guidão largo demais - na versão hamster/esquilo/louva-deus. não vejo sentido algum. o banco body link achei muito bom, mas não tão boa a sua espuma.

Raptobike Low: essa fiquei um pouco decepcionado. estava curiosíssimo, e jurei que ia gostar mais. o único ponto positivo é q ela se mostrou mais confortável do q eu achei que fosse - com certeza pelo entre-eixos alongado. de resto, não gostei da solução da transmissão (a performer e a toxy foram bem melhor nesse quesito), não gostei da direção (devo ressaltar q já estava acostumado nesses dias a bicis com handling excelente), não gostei de como é difícil entrar numa bicicleta tão baixa aliada a um tiller fixo e também não gostei de usá-la no trânsito. o tempo todo vc está num ponto cego - cego pra vc, mesmo! vi na prática esse problema, quase fiz cagada 3 vezes. vc chega a ficar escondido até mesmo atrás de pequenos arbustos.

Challenge Hurricane: é outra que queria demais experimentar e que se comportou exatamente como previa. ficou no "top 4" das bikes que testei. das reclinadas "baixas", pra mim tem o design ideal. não passa do ponto do baixo demais, do nível de prejudicar o uso nas ruas, e também não alta a ponto de perder a pegada esportiva. achei-a eficiente pra subir. estava curioso com o banco de alumínio da challenge, e também foi muito bom. o handling é, simplesmente, "perfeito".

Challenge Chamsin: não dá pra negar, gosto de rodas pequenas, mas as rodas grandes simplesmente fazem praticamente TUDO melhor: plano, descidas, curvas, e mesmo subidas, além de conforto em geral. achei-a bem rígida e muito ergonômica. não tem muita coisa pra melhorar ali, não. essa é uma bicicleta que eu não queria gostar porque, das de alumínio, ela é com certeza a substituta ideal pra minha Metaphysic - mas, por já ter a Meta, meu olho não cresce, e ela *ainda* não entra numa lista de desejos. de toda forma, fiquei o tempo todo querendo achar defeitos mas, pro tipo de ciclismo de estrada que eu faço, é o ideal, tlvz até 'mais ideal' q a Meta. detalhe importante é q o Hans me falou que está pra começar a produzí-la em carbono, querendo testar os protótipos no final do ano.

HPVelotechnik Scorpion fs 20: veículo mais confortável possível no mundo. apenas isso. andei até em trilhas, e experimentei a derrapada da traseira em subidas de cascalho (ocorreu bem cedo, viu? não era lá essa coisa tão inclinada... fica aí a dúvida). ainda prefiro o Ice, acho-o mais 'vivo'.

Azub Origami: se tivesse levado dinheiro pra uma bicicleta, tinha comprado essa na hora e trazido embora. estudo e namoro essa bicicleta há tanto tempo, e pedalar foi muito melhor. e olha que o comparativo é difícil, porque só pedalei umas bicicletas excepcionais... um dos chefões da azub me falou que estão planejando este ano mudar o mecanismo da dobradiça - ficando mais parecido com o dos triciclos - mas me deu um outro "nó" na cabeça, porque finalmente resolveram fazer a azub mini na versão dobrável também. ainda sem prazo. vamos ver se realmente sai. como ele não foi o único que me falou, pode ser q seja verdade.

Flux S600: gamei. tinha uma certa frescura com o guidão open, mas ao menos nessa bicicleta faz todo o sentido. ajuda numas erguidas do tronco e não senti nadinha atrapalhar em curvas. o conforto da bike é grande, em curvas rápidas vc sente um excelente handling esportivo, sendo que em baixa velocidade também é excepcional. também está no "top 4".

Nazca Gaucho 26: a única coisa que tenho a dizer foi que gostaria de tê-la experimentado lado a lado com a challenge chamsin. isso porque a única tristeza minha em relação a chamsin é ela ser de alu, e não de aço como a gaucho. mas a gaucho acabou não me empolgando, não sei exatamente por que. é uma bike corretíssima, nada da nazca sai atrapalhado.

Nazca Fiero: oficialmente eles só fazem ela agora na versão XS (extra small), e foi a que rodei, e ainda estava com um banco concha tamanho P. mesmo assim, coube bem nela, mas me disseram que ainda podem fazer num tamanho mais médio. também queria compará-la com a hurricane, de novo porque entre o aço da nazca e o alu das challenge, fico com o primeiro, mas o comparativo na mente estava distante. gostei demais, handling excelente, ótima em baixa velocidade, e bem gostosa quando mais rapidinha - até fiz um sprint pra buscar um velomóvel com ela! é outra das "top 4".

Wolf&Wolf: bike "de grife" pra cicloturismo. estavam em grande quantidade na feira, parece q foram pedalando num grande comboio. muito fácil de pedalar, o banco não tem ajuste nenhum mas diria que não precisa ter - está numa posição ótima para o que a bike propõe, absolutamente seguro, estável, ergonômico. só consigo imaginá-la exageradamente carregada, deve ficar muito boa. quase todas estavam com uns pneus muito largos, tipo Big Apple ou Big Ben, o q faz todo o sentido pro uso que as bikes demandam, e não tendo suspensão.

Kervelo: nas primeiras 3 pedaladas achei que não ia rolar, mas fui alternando entre pedalando e não pedalando, e ao final do teste já estava fazendo bem menos força com o braço. a posição das pernas mais pra baixo q vc pode pensar em ficar numa reclinada, e até que funciona. mas só dá pra avaliar enquanto performance depois q vc já consegue dominar um pouco. acho que é possível com alguns dias.

Catrike 700: estava bem curioso pela direção direta, já que todos os outros trikes que rodei tinham direção indireta. vou falar que não senti diferença nenhuma - os dois funcionam, não consigo eleger um melhor que o outro. o 700 é obviamente pra quem quer fazer uma pedalada mais "road" de trike, excelente pro que se propõe, banco e headrest bons, mas claro que é todo mais "duro" que os outros. tava com uns trocadores sram bem porretas. não consegui pedalar o ICE VTX, um dos veículos mais concorridos pra testar na spezi, mas o cara da catrike me jurou q o 700 é mais rígido e mais rápido. disse que já fez os testes rsrsrsrs.

WAW: rodei "por fora" o waw particular do proprietário da Katanga, o Stephan Boving, com assistência elétrica (eles não estavam lá pra testes, apenas pra exibição, esperei a feira acabar no sábado e ele levou o velo pra um lugar afastado da galera pra eu experimentar 'escondido'!). o tank-steering do waw é bem diferente do que imaginava, beeeem duro!! o comportamento é bem diferente da direção joystick do quest e do DF. no começo achei até q estava errado! o Stephan me falou q em geral o pessoal assusta, mas q diz q isso é muito importante quando se está a 100km por hora rsrsrs!! não sei mas achei que, de todos os velos que vi, o waw aparenta ter a construção mais "sólida". não parece q ele pode quebrar. também me agrada muito mais, nele, a traseira ter dropouts convencionais, podendo usar uma roda traseira com o cubo 135mm qualquer (nos outros velos a balança traseira é de um braço só e o eixo tem q ser todo especial, dificultando montagem e desmontagem, a meu ver). o esquema de poder desparafusar e tirar o nariz e a cauda também acho muito melhor pra manutenção, e agora tem um painel extra em cima do nariz que vc pode remover, não pra manutenção mas pra guardar bagagens ali dentro, pra frente do pedivela. uma coisa q alguns criticam no waw é, por causa da não ter a balança traseira de um braço só, a região traseira é toda fechada e por isso diminui muito o espaço interno pra bagagens. concordo que diminui, mas mesmo assim o espaço é muito grande. dá pra perfeitamente levar muita coisa. foi o velo em q me senti mais baixo, prejudicando um pouco a visão, mas o banco estava bem deitado e configurado pro Stephan, dá pra mexer.

Toxy ZR: o que senti foi ser uma low-racer com sensação de high-racer. isso veio tão claro na minha mente que fiquei suspeitando já ter ouvido essa frase em algum lugar. gostei bastante, e fiquei surpreso por conseguir caber nela - apesar de ela parecer pequena, sempre li relatos de ela ser difícil pra quem não é comprido. de fato, o boom estava beeeem introduzido - provavelmente foi cortado antes.

Toxy Flite: bicicleta absolutamente fácil de pedalar, parece que vc está andando! tinha um grande preconceito com o banco extremamente em pé dela mas, nela, faz todo sentido, e seu banco concha tem um formato diferente que também é otimizado pra essa postura. não gostei do guidão, exageradamente largo.

Toxy LT: sempre namorei essa bike e até já fiz muitas contas para comprá-la, mas saí decepcionado. não gostei da distribuição de peso, achei q vc fica exageradamente em cima da suspensão dianteira. sei que minha Fox é assim, a Grasshopper também e, por isso mesmo, tinha noção de que ia "entender" a bicicleta perfeitamente, mas não rolou. mereceria mais uma tentativa, pra entender o que se passou.

Hase Kettwiesel: a sensação do triciclo delta é bem legal! pedalei tanto a versão com assistência elétrica, quanto sem. com assistência faz muito sentido, muito bom! já o sem assistência, eu fiz mais força e não estava gostando do banco, estava pegando atrás da coxa. tlvz fosse só um ajuste ruim do tecido. não tinha notado isso quando andei no elétrico, pode ser também q eu não estivesse fazendo força direito. queria muito experimentar em situações mais reais - nas pistas de testes estava muito protegido. como veículo urbano é de um potencial absurdo, certamente ainda sub-aproveitado entre nós.


Última edição por ninocoutinho em Qua Maio 02, 2018 2:17 pm, editado 2 vez(es)
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Paulo SBM

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qua Maio 02, 2018 7:57 am

Parabens Nino , vc fez uma verdadeira reportagem. Muito bem comentado e ilustrado.
Grato.
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Cruzbiker

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qui Maio 03, 2018 4:20 pm

Nino, você fez a viagem dos meus sonhos.
Quase nos encontramos lá pois estou indo para a Alemanha no dia 12 trabalhar uma semana. ia tirar férias de duas semanas para ir na Spezi antes, mas estou num projeto novo e só consegui me liberar para a semana de trabalho mesmo.
Muito obrigado pelas fotos, comentários etc. Sou seu fã e adoro ler o que voce escreve!
Só não consegui achar as top 4. Você só listou 3 como top 4:
Challenge Hurricane
Flux S600
Nazca Fiero
Qual a quarta?
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ninocoutinho

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qui Maio 03, 2018 6:44 pm

Paulo SBM escreveu:
Parabens Nino , vc fez uma verdadeira reportagem. Muito bem comentado e ilustrado.
Grato.

Obrigado, Paulo. Seria desperdício passar por isso tudo e não compartilhar com os confrades. Sobre as coisas da própria feria em si eu poderia falar mais, mas tenho certeza que sairão as coberturas do BROL e do LaidBackBikeReport (por sinal, conversei um pouco com o Gary, adoro o trabalho dele) e elas serão mais organizadas. Eu passei por cima de bastante coisa, e me arrependo de não ter testado certas máquinas. Entre conversas interessantes que tive por lá e não mencionei, estão as com o Chris da ICE e o Patrick da Velomo. O Chris é um dos designers chefe da ICE, está na empresa desde 1995, então entende "um pouco" de triciclos rsrsrs. Comentei com ele que tinha ficado completamente fascinado pelo Ice Sprint 20 - aí q ele ficou animado, pq ele tb é um fã das rodas pequenas em triciclos e parece ser um grande fã do próprio trabalho q eles fazem na ice. Falou muito sobre as vantagens dessa configuração e explicou os diferenciais dos trikes dele em relação aos de outras marcas. Aproveitou pra alfinetar um outro gigante do mercado rsrsrs. Por falar em ICE, eles estavam lançando alguns trikes "conceito", acho q já está na página da ice ou nas mídias sociais deles - tb saiu na home do BROL.

Já o Patrick da Velomo é um jovem alemão talentoso que faz por encomenda bikes, trikes, quadriciclos e até faróis, sempre com um diferencial interessante. Conversei bastante com ele sobre a Hi-Fly, que é uma high-racer 700 com suspensão traseira q ele chegou a produzir em lotes grandes, mas agora só sai por encomenda individual. Tinha uma lá, se me lembro a última, q ele chegou a me oferecer pra comprar rsrsrs em chromoly, com cerca de 10 kg. Tive um acesso de riso quando levantei a bicicleta. O triciclo que eles fazem tb preza pela leveza, já apresentaram várias vezes na spezi, tem direção joystick, queria experimentar mas não rolou. Já o farol, é impressionante, melhor que qualquer Busch&Müller (e olha q o "top" da busch e muller hje é sensacional) e respeita, entendi, "em partes", as regras alemãs: tem o corte nítido na horizontal, mas é mais aberto para os lados. Quem nunca tiver visto, dê uma olhada em http://www.velomo.eu/ o google tradutor do alemão pro inglês (pra quem precisa) funciona razoavelmente. Um trabalho q ele faz e não aparece no site é bem crazy: ele é especialista em reduzir peso de componentes ou bikes completas. Vez ou outra ele compra um velomóvel e, substituindo partes, reduz o peso em vários quilos (vários mesmo!), fica um tempo testando e depois vende. Acho que é o hobby de inverno dele. Curiosíssimo.

Também conversei um pouco com o pessoal da Zox, da Toxy, da Nazca, da Flux e da Azub, e com os caras do Kervelo. Bem, bikes não estão muito em alta, trikes são o "quente pelando" do momento. Bikes de "alta performance", especialmente, não são, ou não são mais, o foco na Spezi. Acho que o pessoal alta performance está mais ligado nos velomóveis hje em dia, esses sim num mercado excepcional, as filas nos fabricantes duram meses. Isso falando de velos puramente a força humana - mais pensados pra commute, turismo ou mesmo algum tipo de corrida. Velomóveis mais utilitários, elétricos, são a nova grande aposta, tinha vários lá, de 3 e 4 rodas, mas confesso que não prestei atenção e sei que serão muito comentados nas coberturas oficiais da galera do jornalismo reclineiro.

Ainda sobre bikes não estarem muito em alta, *parece* que os caras da kervelo vão diminuir o foco nas bicicletas (um modelo mais racer e aquele q testei mais ereto) e focar mais na 'caixa' (desculpe a falta de palavra ideal) de marchas internas no pedal, q eles desenvolveram pra substituir o Pinion que eles usavam. Parece q o deles é bem leve e pequeno, menor que o pinion, com 12 marchas, e pode ser muito bem combinado com motor. Li no fórum francês que a intenção é usar as bicicletas mais como atrativo ou demonstração do funcionamento do sistema.

Cruzbiker escreveu:
Nino, você fez a viagem dos meus sonhos.  
Quase nos encontramos lá pois estou indo para a Alemanha no dia 12 trabalhar uma semana.  ia tirar férias de duas semanas para ir na Spezi antes, mas estou num projeto novo e só consegui me liberar para a semana de trabalho mesmo.

Nossa, Vargas, aconselho realmente a quem puder, que vá, e não deixe pra ir tarde demais, 2019 está aí, pq o fim de semana da spezi é de uma grande magia! Eu guardei meu cartão do transporte público holandês esperando que nos próximos anos (é válido por 5) eu possa retornar e de novo ir da holanda pra alemanha, até pq achei as coisas na holanda bem mais legais - no nível do convívio pessoal e da dinâmica das cidades, além claro da facilidade da língua, praticamente qualquer holandês fala inglês fluentemente. Um pequeno vídeo de quando eu estava em Colônia, indo pra veloladen - já tinha saído da "zueira" da região mais urbana, que tinha me estressado pelo excesso de carros, e estava chegando num lugar paradisíaco (assim que essa bucólica trilha acabou, avistei duas ovelhas! pensei UFA!!!) :



Cruzbiker escreveu:
Muito obrigado pelas fotos, comentários etc.  Sou seu fã e adoro ler o que voce escreve!
Só não consegui achar as top 4.  Você só listou 3 como top 4:
Challenge Hurricane
Flux S600
Nazca Fiero
Qual a quarta?

Ah, realmente ficou só subentendido. Azub Origami está aí nas quatro. Se fosse top 5, eu colocaria o Ice Sprint 20. Se fosse top 5 sem direito a triciclo, seria a Flevo Greenmachine. Ela só não entrou nos top 4 pq ela custa a partir de 4300 euros! (entendo que vem no pacote um rohloff, mas ainda assim...)

Ainda sobre a Flevo, certa vez vi no fórum alemão o caso dum cara que só fez a primeira troca de corrente na greenmachine com 50 mil km!! e a segunda troca, com 100 mil HUAHUAHUAHA!!!! Comentei sobre isso com o Andrés na fábrica e ele me falou q isso é meio extremo, é melhor trocar antes, mas falou que o mais extremo q eles ouviram foi chegar a 80 mil km pra primeira troca. Os componentes ficam muito protegidos, o projeto é muito interessante - e antigo, já tem mais de 10 anos. É um detalhe curioso dessas minhas bikes "preferidas", são coisas praticamente old school, se formos pensar no mercado de bikes convencionais. Não sei a idade correta de todas mas a Flux S600 eu perguntei pros caras no estande, e é um projeto de 2001 que nunca se modificou. É interessante e estranho ao mesmo tempo. Se vc vir aqui no brasil, Solyom e Zöhrer não param quietos, sempre estão fazendo pequenas modificações, "adaptando" as bikes a novas realidades e testando novas geometrias.
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duram

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qui Jul 12, 2018 10:26 am

Lindas fotos, que inveja....
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Luciano

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qui Jul 12, 2018 12:57 pm

nino, show ! que imagens, e que experiencia, inclusive, para nos, que estamos olhando aqui pela tela... Smile eu, muito atrasado como sempre.

Mas nao vi nenhuma LWB Sad, acho que muito pouca gente gosta...

...mas parabens, joia mesmo!
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Márcio ArtTrike

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Sex Jul 20, 2018 9:10 pm

Nino! acompanhei algumas fotos e vídeos via instagram... mas agora lendo o relato inteiro fiquei de queixo caído! Muito legal a tua viagem! dá uma inveja boa.
ver esse evento, tantas marcas, modelos e possibildades... me dá energia pra continuar e acreditar que um brasil mais reclinado e possível! hehe
grande abraço.
E obrigado por compartilhar, e , principalmente por usar o recliforum para isso.

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ninocoutinho

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Seg Jul 23, 2018 5:11 am

duram escreveu:
Lindas fotos, que inveja....

Luciano escreveu:
nino, show ! que imagens, e que experiencia, inclusive, para nos, que estamos olhando aqui pela tela... Smile eu, muito atrasado como sempre.

Mas nao vi nenhuma LWB Sad, acho que muito pouca gente gosta...

...mas parabens, joia mesmo!

Obrigado, meus caros. Luciano, realmente LWB é uma coisa mais USA, meio fora da tradição europeia que se estabeleceu... Mas houve por lá uma LWB clássica, e cheguei a ver ao menos duas, a Radius Peer Gynt. Hoje em dia é praticamente objeto de colecionadores.

Uma LWB curiosa que vi, tb, porém com 3 rodas, foi uma que já conhecia pela internet, e nem esperava ver por lá. Ela foi produzida como um protótipo por um dos soldadores da AZUB. Estava, inclusive, à venda, entre as vendas mais informais que acontecem fora da área da feira:



Não sei se vc já rodou em triciclo, mas é MUITO BOM. Um lwb deve ser o suprassumo da tranquilidade e do conforto.

Caso alguém repare, há outra bike em versão única atrás da árvore, à venda tb pra quem quisesse pegar e levar. Com logomarca da azub, porém mais na linha de 'touring esportivas', estilo a challenge fujin. Suspeito que tenha sido feita pela mesma pessoa, como uma experiência. Ela eu não lembro de ter visto antes:



Márcio ArtTrike escreveu:
Nino! acompanhei algumas fotos e vídeos via instagram... mas agora lendo o relato inteiro fiquei de queixo caído! Muito legal a tua viagem! dá uma inveja boa.
ver esse evento, tantas marcas, modelos e possibildades... me dá energia pra continuar e acreditar que um brasil mais reclinado e possível! hehe
grande abraço.
E obrigado por compartilhar, e , principalmente por usar o recliforum para isso.


Valeu, Márcio! O universo de 'ciclos' em geral reúne possibilidades que ainda nem conseguimos imaginar... A assistência elétrica é uma das coisas que veio pra ficar, isso é fato, e também é fato que isso não chegou ao Brasil ainda. O uso intenso de bicicletas/triciclos/quadriciclos como utilitários tb é uma realidade clara, e que entre nós ainda se resume ao uso quase 'marginal' de entregadores em bikes cargueiras em cidades planas, e que agora se amplia com, por exemplo, os foodbikes com os quais vc tem se especializado - e que acho demais! Espero que ainda consigamos ir mais longe!

O que realmente desejo muito ver é não só a ascendência da cultura da bicicleta, mas que as pessoas enxerguem que a carrocracia está fadada ao fracasso, ao colapso das cidades, colapso da vida social e definhamento do corpo físico! UAU!!! Trabalhos como seu, do Zohrer e do Solyom são trampos de guerreiros e visionários que acreditam que chegaremos lá!

Abraço!
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   Qua Ago 08, 2018 7:31 pm

Como é que eu não vi esse relato antes? Preciso conferir o Recliforum com mais frequência! Parabéns tardios, Nino.
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MensagemAssunto: Re: SPEZI 2018 com pré-mochilão   

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SPEZI 2018 com pré-mochilão
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