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 levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...

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ninocoutinho

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MensagemAssunto: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Seg Fev 18, 2013 11:58 am

Percebi que faz tempo que não posto nada aqui. Então segue o relato do pedal de ontem, de 101 km.

A primeira novidade com que venho "passeando" é a viseira Da Brim. Trata-se de uma viseira pra usar em capacetes de ciclismo, equitação, escalada e outras atividades que exijam o capacete como EPI.

Se praticamente qualquer reclinada prima pela aerodinâmica, óbvio que não é o caso dessa viseira, especialmente do jeito que uso (as fotos abaixo não são do pedal que relatarei).




Uso ela ao contrário. A parte longa seria pra trás, pra cobrir pescoço e nuca; a menor, na frente. Precisei usar assim por causa do meu retrovisor de capacete, e tb pq prefiro tampar mais o rosto do que a nuca. De qualquer forma, na posição em que a cabeça fica na reclinada, comparando com a cabeça numa bike normal, esse tipo de chapéu vai ficar menos aero, fatalmente.

Em descidas fica horrível - faz vc malhar bastante o pescoço, pra continuar olhando pra frente Twisted Evil ! A saída é descer com uma mão só no guidão, e a outra abaixando a aba da frente. Mas gostei pra passeios sossegados e numa cicloviagem calorenta usaria sem sombra de dúvida. Estou planejando em breve descolar um capacete específico pra ela, no qual eu utilize um retrovisor nos óculos. Aí vai dar pra usar a viseira na posição correta e não trabalhar tanto como um pára-quedas!

Pois bem, pro pedal de ontem a ida era predominantemente de descida; a volta, de subida. Por isso, resolvi levar a viseira apenas pra usar na volta, e não ser um estorvo na ida.

Como curiosidade, logo na saída a Fox chegou a 4 mil km rodados, no ciclocomputador. Com certeza já chegou a essa marca há muito tempo, pois meu ciclo vive não re-ligando depois de um stop, e eu só vou ver kms depois... O detalhe é q a Fox completou 1 ano neste mês, mas rodou na verdade só uns 9 meses - encostei-a por mais de um mês, depois do audax 600, e dois meses depois do 200 de holambra:



O trajeto pensado seria todo de asfalto, mas passei pela saída da trilha mais tradicional daqui de Itabira, e sei lá pq (tlvz em homenagem aos 4 mil km), resolvi entrar nela, no sentido contrário:



Em geral o terreno é bom, mas logo tem subidas com solo esburacado, como esta:



É uma trilha muito gostosa pois tem vários trechos mais fechados, cobertos por eucaliptos e pinheiros (a lente do meu celular às vezes reage de forma interessante à luz):



Foto estilo Elton Xamã Cool :



Até ver o céu amplo, de novo:



E me encontrar com o único obstáculo que me fez empurrar a bike!



Depois de 7km chega-se ao bairro rural de Candidópolis, onde acho que anda-se uns 100 metros em paralelepípedo:



E aí tem mais 3km de estradão:



Bem bom pra pedalar, inclusive passam ônibus nesse trecho:



Até acabar a trilha:



Um tanto depois passei por um pesqueiro, pra tomar uns líquidos e reaplicar filtro solar:



E segui descendo pra Santa Maria:



Até chegar:



Lá almocei, dei um tempo e voltei. Toda volta de Santa Maria é bem puxada, pois além de ser praticamente tudo subida (entre 30 e 40 km de ascendência predominante), geralmente volto quando o sol está castigando demais. Acabo fazendo muitas paradas, pra não chegar mais do que morto em casa:



Mas tem hora que a gente morre!



Cheguei em casa após 101 km pedalados. Pro pessoal do Strava, no fim de semana que vem é o desafio Quarq Power Trip. Tem que percorrer 100 milhas numa rolé só, entre os dias 22 e 24 de fevereiro. Não sei explicar bem porquê, mas essa coisa mexe com o pessoal que participa do Strava, inclusive eu, mesmo vc não ganhando nada com isso. Já saíram uns estudos ou apenas reportagens por aí, dezendo sobre a forma com q o Strava tem mudado a maneira do pessoal treinar. Ainda não li mas táqui.
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Seg Fev 18, 2013 12:34 pm

Essa Fox é muito versátil, não?

A suspa funciona bem nesse tipo de terreno?

A propósito, você sabe quais são as opções atualmente disponíveis no mercado em termos de garfo de suspensão para aro 20"?
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ninocoutinho

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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Seg Fev 18, 2013 1:24 pm

Mordaz escreveu:
Essa Fox é muito versátil, não?
Honestamente, me faz pensar, e MUITO, em como eu gostaria de outra reclinada all-around, pra tour, e SE eu gostaria de outra. Pq ela praticamente não me impede de fazer nada. E me impressiona como consigo subir coisas escrotamente íngremes. Se com uma recli de tour mais alta (26/26) ou de assento mais deitado, seria também possível. Preciso comprovar na prática.

Lembrando que, carregando bagagens, ela também se comporta muito bem, não dá instabilidade.

Assusta pensar num gasto bem alto numa Nazca ou M5, por exemplo, e não ter nenhum ganho considerável (respeitando a durabilidade comprovadamente excepcional e o acabemento impecável de ambas).

Numa coisa aquele cara da Azub, o Honza Galla, tem razão em preferir 20/20 por, entre outras coisas, poder acessar o chão mais rápido - e clipar o segundo pedal tb mais rápido. Ontem eu teria caído pelo menos duas vezes, se estivesse com uma pedivela muito alta, principalmente nas retomadas em subida (tenho mania de tirar foto em subida, e voltar a pedalar na própria subida, o q nem sempre é fácil, mas a gente não desiste! como vc disse no outro tópico, ninguém pode te ver empurrando! drunken ) .

Eu também gostaria muito de saber o quão mais lento uma suspa traseira me faria, em subidas, comparando com a fox q é rígida atrás.

Mordaz escreveu:
A suspa funciona bem nesse tipo de terreno?
Mais uma resposta honesta: não sei dizer, pois não sei como é uma suspensão funcionando bem. Nunca rodei com uma suspensão top. O que incomoda mais são os trechos de descida com as chamadas costelas de vaca. Acho que seria o caso em que a suspa traseira é q faria diferença. Trechos com pedras soltas são mais aceitáveis.

É outra razão de eu ficar em dúvida se, caso essa suspensão que uso seja mesmo ineficiente, e mesmo assim eu me viro pra lá de bem com a fox, se não seria o caso de eu optar por uma recli all-around rígida, mesmo, mas com pneu grande na frente. Queria só ter bem certeza, do que eu estaria perdendo, levantando a frente e a bike. Tipo, o quão uma Nazca Gaucho seria melhor que uma 20/26 swb.

Estou colocando essas questões não para serem respondidas (a não ser que alguém tenha a resposta!!), mas pq estive pensando muito, mesmo. O q quase já decici é q a ideia de uma recli pra tour E pra brevets, não dá muito certo. Em alguma vc vai perder muito. Cheguei a cogitar uma Nazca Fuego, a lowracer da nazca, que permite levar alguma dose de bagagem e tem chance de ser a mais rápida da marca, antes da gaucho 28, mas duvido muito que seja uma boa escaladora. Provavelmente não bateria a Fox. Tlvz fosse ótima pra brevets mais planos... Nesse sentido, tenho achado meio impossível de fugir de ter duas reclinadas. Uma mais road mas menos ousada, e uma recli de volta ao mundo na linha azub/nazca (impressão de que já escrevi isso há muito tempo!!). Acho que não tem pq a recli de audax ser preferencialmente algo tipo Cougar, Gaucho, Chamsin ou Shockproof. Lógico que é bom, mas não o melhor, pois ganha num aspecto mas perde noutro. O Cézar fez tudo o que fez na low, rígida, e vc não parece ter problemas com a HP3 nos seus audaxes. Acredito q no PBP a maior parte das reclis sejam rígidas, tb. (seriamente pensando em ir lá nas gringas buscar um quadro de metabikes...)

Mordaz escreveu:
A propósito, você sabe quais são as opções atualmente disponíveis no mercado em termos de garfo de suspensão para aro 20"?
Acho que são só o Spinner (45mm), mesmo, q não sei se seria significativamente melhor que esses Zoom/Mode/Logan q se acha por aqui, e o MEKS carbon (50mm) que vem como opção top nas Nazca, HPVelo e Azub.
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Seg Fev 18, 2013 6:46 pm

Cara, se a Fox está te servindo tão bem e para tanta coisa, talvez seja melhor mesmo nem pensar em substituí-la, mas complementá-la com uma recli road.

Pensando bem, para touring você não precisa de uma bike leve, pois vais carregar peso extra de qualquer jeito. Poderias, sim, fazer uns ups em componentes, mas até isso talvez não seja necessário, dependendo do que você já tem (estou lembrando daquela conversa dos "Azubeiros" sobre a vantagem de usar grupo Alívio de 8v para não ter dificuldade em achar peças de reposição).

Você pode pensar que uma recli full-suspension é muito legal (e é mesmo), mas a traseira rígida da Fox certamente é mais eficiente que qualquer recli full, mesmo as super-caras que dizem não ter "pogo", "no-squat", etc. Além disso, como o C.G. na Fox é bem para frente, talvez uma suspa traseira não fizesse muita diferença.

Quanto ao garfo de suspensão, minhas dúvidas são duas: 1) se ela "trabalha" quando não deveria (ou seja, se fica subindo e descendo no ritmo da pedalada em trechos de asfalto bom ou se "afunda" quando você freia) e 2) se não trabalha bem quando deveria (na buraqueira; essa você já respondeu).

Notei que alguns modelos que você citou como bons candidatos para brevets têm suspensão. Será que você precisa mesmo de suspensão para Audax? Os Audax de SP, por exemplo, são todos em estradas boas. Os de RdO já tiveram alguns trechos esquisitos, a meu ver incompatíveis com a idéia de um Audax, mas acho que são exceção. Talvez uma recli rígida seja uma melhor opção para Audax. Acho que é preferível diminuir a velocidade apenas em eventuais trechos ruins, em vez de ser lento (e/ou se cansar mais) por todo o brevet.

Não tenho a pretensão de ser autoridade no assunto, mas eu sempre tenho como referência o que os randoneiros gringos usam. No PBP, por exemplo, a imensa maioria vai de estradeira com pneus finos e de alta pressão. Embora haja farto material nos meios especializados sobre as virtudes dos pneus gordos, o que se vê, na realidade, é que pouquíssimos usam pneus de mais de 28 mm.

E quanto à Berimbosa, que tal revisitar aquela idéia de transformá-la em uma high-racer com rodas 26" e, por acaso, geometria extremamente semelhante à de uma Bacchetta Corsa? Talvez venha a ser a estradeira dos seus sonhos! Se o seu receio é o lance do banco muito deitado, não encane muito com isso. Os 24° da HP3 atualmente me parecem até "em pé" demais. Ao começar a experimentá-la, achava que precisaria de um headrest, demorei a fazer/providenciar um e acabei me adaptando. Não sinto a mínima necessidade, mesmo depois de horas sem sair de cima, mesmo em estradas ruins. Por incrível que pareça, o mesmo está acontecendo com a PHR com o banco a 19°. Estou esperando chegar um headrest ADEM, mas já não estou sentindo tanta necessidade (pelo menos em estradas boas).

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ninocoutinho

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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Ter Fev 19, 2013 10:16 am

Roberto, é isso aí, mesmo. Concordo com cada linha do que vc ponderou. Só acho que, talvez, mesmo com a geometria da fox, a suspa traseira tlvz fosse melhor do que uma dianteira que fica acionada quase o tempo todo. Me lembro que uma vez o Davilson montou uma Savana (que era uma swb off-road 26/26 full suspention) com dois aros 20 e apenas suspa traseira (garfo rígido na frente). Comentou comigo empolgado com o teste, que "mesmo com garfo rigido e cg super avançado, a suspensão traseira trabalha absorvendo parte do solavanco dianteiro pelo movimento que esse solavanco provoca no conjunto.". Chegou a me dizer que achou no geral melhor do que a Fox hehehe.

Ainda sobre a suspensão que vc me perguntou, eu não acho que ela trabalha quando não deveria, não. Se tem perda é mínima, qndo senta ela já afunda quase tudo. Ela dá é muito fim de curso, qndo subo uma guia ou quando passo por uma boa variedade de quebra-molas.

As reclis que citei pra audax (gaucho, chamsin, cougar, shockproof) são na linha high-racers com suspa traseira, que acho que seria sim uma coisa ótima caso escaladas fossem a menor parte. E, nessa linha aí, o Artur consegue fazer quase de tudo. Commute, tour e brevês. Tlvz não seja a melhor touring, a melhor commuter, nem a melhor randoneira, mas atende muito bem em todos esses quesitos. Eu entendo que, em escalada, o que manda é perna, mas acho que a única ocasião em que não precisa ligar pra eficiência é em caso de cicloviagem carregadíssimo, ou se no dia-a-dia o camarada prefere usar um tanque de guerra do que uma commuter mais ágil. Já brevets com subidas, acho que o negócio é racer rígida, mesmo, de preferência rodas grandes, a não ser q tudo fosse um tapete. E pode servir pra light touring bem ágil, mesmo em configurações mais estradeiras.

Acho que o ideal que tenho pensado, sem grandes pretensões (mas não acho pretensão - quando vou a bicicletarias assusto com a facilidade com q a pessoa paga 7 mil numa bicicleta que ele não vai usar nem uma vez por semana, por umas 3 horinhas, tlvz...), seria uma Metabikes da linhagem mais randonneur (ainda não sei se aro 700 ou 26 - minha preocupação é mais o bem estar com minha altura, tanto pra poder encostar bem no chão, qnto pra dar menos heel strike), perdendo o preconceito com alumínio rsrsr e sem medo dessa "dureza" que o pessoal tanto menciona, e algo como uma Nazca Fiero, shockproof 406 ou Azub Mini, mantendo a ideia do Honza e minha própria ideia, tb, de aro 20 pra tour.

Chego a pensar em ir no 200 de rio das ostras de speed, pra ver se me saio melhor ou pior, mas ela ainda não foi consertada. É chato pq sei que é uma festa reclineira e ter mais uma recli é bacana, mas é a melhor oportunidade pra experimentar, pois já tenho o brevet garantido.

Mordaz escreveu:
Não tenho a pretensão de ser autoridade no assunto, mas eu sempre tenho como referência o que os randoneiros gringos usam. No PBP, por exemplo, a imensa maioria vai de estradeira com pneus finos e de alta pressão. Embora haja farto material nos meios especializados sobre as virtudes dos pneus gordos, o que se vê, na realidade, é que pouquíssimos usam pneus de mais de 28 mm.
Reli o estudo do bicycle quarterly. É bom não deixar isso esquecido.

O lance meu é justamente esse: a Fox me serve pra tudo, mas pra brevet, é como se eu estivesse de MTB... claro q mais confortável e mais aero, mas ainda assim muito em desvantagem, especialmente nos audaxes mais longos. Se uma mtb é inadmissível pros 1200km, seria tb pros 600, 400... eu que não sou muito rápido, fico com muito menos tempo pra descanso, pras eventualidades, etc.

Mordaz escreveu:
E quanto à Berimbosa, que tal revisitar aquela idéia de transformá-la em uma high-racer com rodas 26" e, por acaso, geometria extremamente semelhante à de uma Bacchetta Corsa? Talvez venha a ser a estradeira dos seus sonhos! Se o seu receio é o lance do banco muito deitado, não encane muito com isso. Os 24° da HP3 atualmente me parecem até "em pé" demais. Ao começar a experimentá-la, achava que precisaria de um headrest, demorei a fazer/providenciar um e acabei me adaptando. Não sinto a mínima necessidade, mesmo depois de horas sem sair de cima, mesmo em estradas ruins. Por incrível que pareça, o mesmo está acontecendo com a PHR com o banco a 19°. Estou esperando chegar um headrest ADEM, mas já não estou sentindo tanta necessidade (pelo menos em estradas boas).
Meu receio não é o banco muito deitado, não. Mas não vou mais fazer essa modificação, pois estou mandando a bike pro Klaus. Eu ainda quero experimentar banco bem deitado, mas queria ter uma noção clara da perda em subidas íngremes, ou, se por acaso, subidas em geral. Li outro dia o relato antigo do Willie do BROL, que é um "Carbenteiro", mas resolveu montar uma recli ainda mais aero pra fazer o RAAM, mesmo que mais pesada:

http://www.recumbentjournal.com/views/columns/item/163-raam-my-story-the-bikes.html

Citação :
However, I also realized that the 25 degree seat angle of the Carbent was a compromise between aerodynamics and the seemingly more effective climbing position. Thus, I saw the need to explore what could be done to improve aerodynamics in a second bike
Aí ele montou uma bacchetta corsa de aço, com ângulo do assento a 18,5 graus. A Carbent seria a escaladora, e a Bacchetta, a aero. Bem, 25° já acharia bem deitado e pra mim tlvz nunca passaria disso. Se assim deitado sobe qualquer coisa, então tlvz não tenha restrição. Nem sei se eu trabalharia muito abaixo de 30 na metabikes. Pedivela já é bem alto, já deve "fechar" a área frontal um bocado.

Qndo o Davilson terminar a 26/26 q está fazendo pra mim, eu vou ter noção de como é pedalar mais alto, com duas rodas grandes num entre-eixos curtinho, com suspa traseira. Quero ir com ela nos 300.
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Ter Fev 19, 2013 1:55 pm

ninocoutinho escreveu:
Ainda sobre a suspensão que vc me perguntou, eu não acho que ela trabalha quando não deveria, não. Se tem perda é mínima, qndo senta ela já afunda quase tudo. Ela dá é muito fim de curso, qndo subo uma guia ou quando passo por uma boa variedade de quebra-molas.
Isso é típico de SWBs como a sua. Se não me engano, o Arthur (com "h") teve o mesmo problema com a HP2. Você precisa botar molas e/ou elastômeros mais duros, se possível. Na Proshock dava para fazer isso. Pena que descontinuaram o modelo para aro 20".

ninocoutinho escreveu:
As reclis que citei pra audax (gaucho, chamsin, cougar, shockproof) são na linha high-racers com suspa traseira, que acho que seria sim uma coisa ótima caso escaladas fossem a menor parte.
Talvez uma suspensão com trava elimine qualquer problema nas subidas.

ninocoutinho escreveu:
Chego a pensar em ir no 200 de rio das ostras de speed, pra ver se me saio melhor ou pior, mas ela ainda não foi consertada. É chato pq sei que é uma festa reclineira e ter mais uma recli é bacana, mas é a melhor oportunidade pra experimentar, pois já tenho o brevet garantido.
Pensei que você fosse tentar o brevet 300 em RdO.

ninocoutinho escreveu:
O lance meu é justamente esse: a Fox me serve pra tudo, mas pra brevet, é como se eu estivesse de MTB... claro q mais confortável e mais aero, mas ainda assim muito em desvantagem, especialmente nos audaxes mais longos. Se uma mtb é inadmissível pros 1200km, seria tb pros 600, 400... eu que não sou muito rápido, fico com muito menos tempo pra descanso, pras eventualidades, etc.
Acho que se você pegar uma recli leve e aero, vai deixar muita gente para trás. Completar 600 km com aquele tanque de guerra (não importa o tempo que levou) foi uma façanha! Seja como for, na próxima vez deixe a bagagem com alguém em vez de carregar na Fox. Se eu estiver no evento, pode deixar comigo.

ninocoutinho escreveu:
Meu receio não é o banco muito deitado, não. Mas não vou mais fazer essa modificação, pois estou mandando a bike pro Klaus. Eu ainda quero experimentar banco bem deitado, mas queria ter uma noção clara da perda em subidas íngremes, ou, se por acaso, subidas em geral.
Uai, porque não experimentar? Não chega a ser uma "modificação", pois é totalmente reversível. Só troca de garfo dianteiro e de roda (talvez também guidão e etc. para "superman"). Eu tenho todas essas peças e coloco à sua disposição para experimentar.

Apenas "girando" a bike toda para trás você provavelmente não vai perder nada nas subidas, pois o ângulo perna-quadril-tronco não muda.

ninocoutinho escreveu:
Li outro dia o relato antigo do Willie do BROL, que é um "Carbenteiro", mas resolveu montar uma recli ainda mais aero pra fazer o RAAM, mesmo que mais pesada:

http://www.recumbentjournal.com/views/columns/item/163-raam-my-story-the-bikes.html

Citação :
However, I also realized that the 25 degree seat angle of the Carbent was a compromise between aerodynamics and the seemingly more effective climbing position. Thus, I saw the need to explore what could be done to improve aerodynamics in a second bike
Aí ele montou uma bacchetta corsa de aço, com ângulo do assento a 18,5 graus. A Carbent seria a escaladora, e a Bacchetta, a aero. Bem, 25° já acharia bem deitado e pra mim tlvz nunca passaria disso. Se assim deitado sobe qualquer coisa, então tlvz não tenha restrição. Nem sei se eu trabalharia muito abaixo de 30 na metabikes. Pedivela já é bem alto, já deve "fechar" a área frontal um bocado.
Sei, a tal da "Corsa Alta" (não sei quem inventou esse nome; talvez ele mesmo).

Acho que a Carbent do Willie ficou meio "obsoleta". Atualmente os gringos com pretensões competitivas dizem que para correr bem você precisa ter o banco por volta de 20 e poucos graus, e isso fica patente nos ângulos escolhidos pelos fabrcantes para as reclis de banco fixo, como a Vendetta e a Carbent nova (ambas com banco a 22,5°). Note que ambas são consideradas boas escaladoras. O que importa mesmo é o ângulo entre o tronco, os quadris e as pernas do ciclista. Se a pedivela estiver bem alta, dá para deitar bastante o banco sem abrir demais esse ângulo. Já leu os relatos do Tim Turner no BROL? Para não falar do maluco do Kent Polk, com aquela cama sobre rodas!

Estou vendo que você está de olho na Meta, mas uma opção bem mais barata é a boa e velha Bacchetta Corsa, se você comprar só o kit quadro e usar um banco M5 made by Klaus, por exemplo. Acho a Meta meio cara para uma recli de alumínio; chega a 2/3 do preço de uma Bacchetta CA 2.0 (kit quadro + banco).
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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Qua Fev 20, 2013 9:35 am

Mordaz escreveu:
Pensei que você fosse tentar o brevet 300 em RdO.
Também! Mas não vou perder a oportunidade de ir mais nesse 200 e conhecer como estão as estradas pros brevets de 2013, e sacar o novo trecho de Macaé. Por sinal, a gancheira da sundown foi consertada e aparentemente está pronta pro audax! Cool

Mordaz escreveu:
Uai, porque não experimentar? Não chega a ser uma "modificação", pois é totalmente reversível. Só troca de garfo dianteiro e de roda (talvez também guidão e etc. para "superman"). Eu tenho todas essas peças e coloco à sua disposição para experimentar.
Sim, vc já me ofereceu e acharia animal. Cheguei a montar apenas provisoriamente, com o garfo da Miyamura, e apenas sentei em casa, pois o banco já estava com a quebra da dobradiça. Mesmo sem sair às ruas, estranhei mais a distância dos pedais ao chão, do que propriamente a altura do assento. Uma pena que não tirei fotos (pelo menos, não me lembro). A questão é q agora já não dá mais, pois o banco mandei pro Davilson montar na bike q ele está fazendo pra mim, já dei destino pra parte das peças, e o restante está embalado em BH, esperando que eu despache...

Mordaz escreveu:
Acho que a Carbent do Willie ficou meio "obsoleta". Atualmente os gringos com pretensões competitivas dizem que para correr bem você precisa ter o banco por volta de 20 e poucos graus, e isso fica patente nos ângulos escolhidos pelos fabrcantes para as reclis de banco fixo, como a Vendetta e a Carbent nova (ambas com banco a 22,5°). Note que ambas são consideradas boas escaladoras. O que importa mesmo é o ângulo entre o tronco, os quadris e as pernas do ciclista. Se a pedivela estiver bem alta, dá para deitar bastante o banco sem abrir demais esse ângulo. Já leu os relatos do Tim Turner no BROL? Para não falar do maluco do Kent Polk, com aquela cama sobre rodas!

Estou vendo que você está de olho na Meta, mas uma opção bem mais barata é a boa e velha Bacchetta Corsa, se você comprar só o kit quadro e usar um banco M5 made by Klaus, por exemplo. Acho a Meta meio cara para uma recli de alumínio; chega a 2/3 do preço de uma Bacchetta CA 2.0 (kit quadro + banco).
Ainda estou estudando o assunto, e hoje tenho bem mais simpatia pela stick bikes. Se não existisse a MetaBikes, provavelmente minha escolha recaíria apenas sobre as stick, por pensar (posso estar enganado) que seriam melhores escaladoras, em geral, do que high-racers de alu com tubos curvos como a Baron ou a Performer, em configurações semelhantes.

Uma das coisas que me levam a querer "pagar o preço" duma Meta é esses relatos dela ser uma cabrita. É o que mais me faz gostar da minha speed, por exemplo, q não está montada de forma leve e provavelmente não é um exemplo de rigidez, mas sobe melhor que qualquer outra bike minha. E não é uma diferençazinha, é gritante. Não significa que vou sair escalando como um alucinado, mas que vou subir mais fácil... (menos difícil... pirat )

Outra coisa é q é bem provável de eu conseguir 'pilotar' uma Meta com 700C. Já uma monotubo, acho bem improvável.

Sobre a grana extra comparando com outras opções, como essa sua, tem o lance de apostar num trem definitivo. Tirar o escorpião do bolso por algo que vai te atender melhor. Se tivesse uma convicção plena de que uma Carbon Aero, por exemplo, fosse me atender melhor que a Meta, nessa minha meta What a Face , acho que estaria disposto a pagar o preço dela, mesmo que precisando passar uns anos juntando rsrsrsr! Só não acho que é viável, por enquanto, apostar na Meta de carbono. A Meta ainda tem a vantagem 'coringa' de propiciar inúmeras montagens. Acredito q uma CA 2.0 vá me limitar a pouquíssimas configurações.
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MensagemAssunto: Re: levando a Fox pra um ligeiro fora-de-estrada...   Qua Fev 20, 2013 9:24 pm

ninocoutinho escreveu:

...principalmente nas retomadas em subida (tenho mania de tirar foto em subida, e voltar a pedalar na própria subida, o q nem sempre é fácil, mas a gente não desiste! como vc disse no outro tópico, ninguém pode te ver empurrando!
usamos essa 'desculpa' também para descançar: muitas e muitas fotos em subidas Very Happy
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