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 acidente

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artur elias

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MensagemAssunto: acidente   Sab Jul 03, 2010 6:53 pm



@migos:


tive um pequeno acidente há pouco


dei uma "babada" que até agora não entendi direito,
enfiei a roda dianteira num recesso do asfalto junto a uma boca-de-lobo,
fui pro chão, e depois disso (ou durante, já não tenho certeza)
ouvi um suave (esquisito isso, mas foi assim que percebi) baque,
que me passou a certeira impressão de ter sido atingido de raspão
pelo automóvel que vinha atrás

ainda mais irritado com minha própria barbeiragem do que outra coisa,
e com o ruído de ar escapando do pneu da frente furado,
uma olhada de revesgueio pra trás pra ter certeza que não seria atropelado,
me levantei junto com a bicicleta, levei-a pra calçada,
e foi apenas um olhar para ver, mas vários segundos para acreditar:

a roda traseira transformada em uma forma tridimensional recurvada e assimétrica

tão acentuadamente deformada que não rodou nem retirando o freio -
alguma parte dela sempre batia no quadro,
o que me obrigou a empurrar segurando a traseira no ar


um transeunte veio me acudir, como eu não sofrera um arranhão sequer,
passou a malhar a prefeitura e a me aconselhar a tirar uma foto e chamar um advogado;
no que foi apoiado pelo motorista que bateu na minha roda
(ou passou por cima; realmente não sei), e que logo voltou ao local


a sorte é que estava perto de casa - tinha recém saído,
estava subindo aquela ladeira no final da Tristeza quando aconteceu o infortúnio,
inclusive ia bem devagar, cuidando pra não me desgastar por causa da corrida de amanhã...


...da qual não vou mais participar;
preciso de tempo para pôr outra roda (=trocar cassete, pneus, câmaras, ajustar freios)
e testar tudo para ver se o quadro não sofreu nada,
e preciso fazer isso com muita calma


como disse antes, até agora não entendi como é que fui cair de maduro desse jeito,
considerando toda a larga experiência em lidar com os pavimentos e suas imperfeições,
inclusive e muito especialmente os dessa avenida (Wencelsau Escobar)

no momento sinto-me muito mais responsável do que a Prefeitura e o motorista,
e me confunde o fato de não encontrar uma explicação razoável

tipo a derrota da Seleção... ;-)


o motorista estava aliviado porque achou que poderia ter realmente me atropelado
(visto por este ângulo tive muita sorte)


eu estou curioso em ver o suporte da Rodociclo/Shimano -
na hora de comprar a roda todo mundo me garantiu 100%
que haveria reposição de aro em caso de necessidade -
é uma roda montada, de fábrica - vamos ver


o que mais posso dizer? o óbvio:


todo cuidado parece ser pouco;


e,


experiência e desenvoltura não são garantia total contra quedas (mesmo as bobas)



consolo: se estivesse em bicicleta convencional,
possivelmente estaria sim com muitos arranhões,
e talvez alguns dentes a menos


[ ]


cuidem-se



a.

_______________

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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Sab Jul 03, 2010 11:34 pm

Shit happens! O bom é que você está inteiro.

Se você tiver saco para reclamar com a prefeitura, acho louvável (se não tiver, é compreensível porque é um saco mesmo). Não se repreenda por uma culpa que não é sua. Ninguém tem obrigação de escapar das armadilhas de cada centímetro quadrado do caminho.

O motorista que transformou a sua roda em 3D provavelmente não estava guardando a distância regulamentar de 1,5 m à sua esquerda, não? Taí uma lei que merecia mais (ou alguma) divulgação, porque parece que ninguém conhece.

Não se deixe abater. O conserto da roda certamente vai levar bem menos tempo do que você levaria para se recuperar, caso se ferisse.

[]s
RT
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Olavo

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MensagemAssunto: Re: acidente   Dom Jul 04, 2010 10:46 pm

Artur,

Bah...eu fico muito chateado, pois sei bem como é passar por um acidente, e mesmo que tenha parecido uma coisa boba, e tu estejas inteiro, tem toda a chateação de ter que ficar sem a bicicleta por um tempo.

E por mais bobo que pareça este tombo, tu teve muita sorte mesmo, pois o carro poderia ter passado por cima de ti, sem querer ser um fatalista, mas isto é uma realidade. Estes dias uma mulher caiu da bicicleta devido uma porta aberta e um carro passou por cima, acabou morrendo.

Cada vez mais eu me convenço, que mesmo ciclovias não sendo tudo, são fundamental para manter uma segurança mínima para os ciclistas. Pois ela obriga,na marra mesmo, os motoristas ficarem mais longe da gente.

Eu queria ter sobrando uma reclinada aqui para te emprestar, como fez comigo com a Ypê, mas minha EXD também tá baleada, e tô usando a tandem direto.

Boa Sorte!!!
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Klaus

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MensagemAssunto: Re: acidente   Dom Jul 04, 2010 11:42 pm

Eu também não tenho dúvida que ciclovias são essenciais a uma cidade democrática.

São poucas as pessoas atentas como a gente e a vida de quem não é muito pé no chão tem tanto valor quanto.

Eu sei que elas de qualquer maneira terão que transitar por ruas sem ciclovias porém pelo menos pelas grandes e selvagens avenidas o ciclista estará bem mais protegido. Digo estará pois estaria é por algo que não vai acontecer e ainda vamos conseguir muito com as massas críticas e companhia, ;-).

Artur, estamos aí pro que for.
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 12:17 am

Klaus escreveu:
Eu também não tenho dúvida que ciclovias são essenciais a uma cidade democrática.
Ciclovia é um negócio pernicioso. A noção de que o ciclista só está seguro na ciclovia acaba consolidando a idéia de que as ruas são só para os carros.

Por isso é que eu insisto na distância de 1,5 m que os carros devem respeitar ao ultrapassar uma bicicleta, por lei!!! Se o motorista não tem espaço à sua esquerda para dar o 1,5 m, não tem problema; é para isso que serve o pedal do freio! Sou radical nesse assunto. Acho, por exemplo, que em avenidas de três faixas, toda a faixa da direita deveria ser reservada para bicicletas. Em vias de duas faixas, poderia haver uma ciclofaixa protegida por delimitadores de concreto e o redimensionamento das faixas dos autos. Subtrair 20km/h das velocidades máximas permitidas (de 60km/h passaria a 40km/h, por exemplo) também seria uma boa. Muitas vidas seriam salvas (principalmente de motoristas) e o trânsito fluiria melhor porque mais gente adotaria a bicicleta como meio de transporte. Podem conferir: A grande maioria das pessoas, quando perguntadas se usariam bicicleta para se transportarem, respondem que o fariam, se houvesse segurança. Pelo visto, vão esperar sentados (não na bicicleta, mas no carro, infelizmente!)

Nem falei da buraqueira das ruas e avenidas, com a qual parece que os cariocas já se acostumaram, que vitima tantos ciclistas e motociclistas rotineiramente. Mad
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Olavo

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 1:06 am

RT,

Concordo com tudo que falaste,acontece que exigir este 1,5m é muito mais difícil que construir ciclovias. E sempre terá aquele motorista "distraído", que não obedece as leis,existe muitos ciclistas distraídos também, mas eles não tem habilitação para dirigir a bicicleta e é muito mais difícil um ciclista matar alguém do que um motorista.

No meu caso, o fato de não ter ciclovias espalhadas pela cidade, é o que impede de eu andar sempre com o meu filho no reboque para tudo que é lugar. Sozinho eu me arrisco todo o dia, mas não arriscaria o meu filho, assim como entendo o monte de gente que não se arrisca andando de bicicleta pelas ruas, essa é nossa realidade.
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Olavo

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 1:17 am

Mordaz escreveu:
Ciclovia é um negócio pernicioso. A noção de que o ciclista só está seguro na ciclovia acaba consolidando a idéia de que as ruas são só para os carros.

A gente sabe disso mas a maioria dos motoristas, mesmo que respeitem os ciclistas, acha que lugar de ciclista não é na rua, e no fundo sabemos que não estamos seguros nas ruas, esse acidente do Artur é uma prova disso, por alguns centímetros, o carro poderia ter passado em cima dele.

Outro problema, que é geral no Brasil, é que temos excelentes leis, mas elas são descumpridas rotineiramente, e não dá nada! Rolling Eyes
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 1:54 am

Olavo escreveu:
acontece que exigir este 1,5m é muito mais difícil que construir ciclovias.
Nem tanto. Para construir ciclovias é preciso "larjan" ($$$). Para fazer cumprir uma lei, basta vontade da autoridade. Se em vez dessas malditas multagens eletrônicas tivéssemos de volta os guardas de trânsito de outrora (não sei se aí no sul ainda existem) e os descumpridores da lei levassem um belo esculacho da autoridade - além de uma multa, é claro - tudo se consertaria.

Olavo escreveu:
E sempre terá aquele motorista "distraído", que não obedece as leis,
Esse precisa tomar multa e perder a carteira.

Olavo escreveu:
existe muitos ciclistas distraídos também, mas eles não tem habilitação para dirigir a bicicleta e é muito mais difícil um ciclista matar alguém do que um motorista.
Pois é. Essa questão é sempre colocada e não vejo porquê. O ciclista imprudente/distraído põe a si mesmo em risco (ou, no máximo, a um pedestre). O motorista imprudente/distraído põe a todos em risco. Quem pilota uma arma ambulante não é o ciclista.

Olavo escreveu:
No meu caso, o fato de não ter ciclovias espalhadas pela cidade, é o que impede de eu andar sempre com o meu filho no reboque para tudo que é lugar. Sozinho eu me arrisco todo o dia, mas não arriscaria o meu filho, assim como entendo o monte de gente que não se arrisca andando de bicicleta pelas ruas, essa é nossa realidade.
No seu lugar eu faria a mesma coisa. O fato é que o nosso direito está sendo usurpado. Aliás, já foi. Cumpre reavê-lo. Acho que esse deve ser o enfoque do verdadeiro cicloativismo (não entendam isso como crítica às bicicletadas; não é).

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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 2:04 am

Olavo escreveu:
A gente sabe disso mas a maioria dos motoristas, mesmo que respeitem os ciclistas, acha que lugar de ciclista não é na rua, e no fundo sabemos que não estamos seguros nas ruas, esse acidente do Artur é uma prova disso, por alguns centímetros, o carro poderia ter passado em cima dele.
Pois é, mas motorista não tem de "achar" nada. Tem de conhecer o código de trânsito de cabo a rabo!

Certa vez vi uma matéria no programa de TV "CQC" (do qual não sou expectador porque não vou com a cara do Marcelo Tas) na qual os caras instalaram um sensor de proximidade numa bicicleta. O negócio produzia um alarme sonoro sempre que algo ficava a menos de 1,5 m à esquerda da bicicleta. Os caras experimentaram a coisa na Av. Paulista e nem preciso dizer que o alarme soava direto. Depois eles mostraram a um policial que estava numa cabine e o informaram sobre a lei, a qual ele não conhecia!

Se o meganha pedalasse uma bike assim aparelhada e multasse todos os que passassem perto, rapidamente os motoristas seriam "conscientizados". Passariam longe dos ciclistas como o diabo da cruz!

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Olavo

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 3:58 am

RT,

É isso mesmo, mas ainda acho que é mais fácil a ciclovia, mesmo que custe dinheiro, fiscalizar, multar, recolher a carteira, basicamente fazer cumprir a lei é quase impossível aqui no Brasil, pois não se vê a lei como uma coisa necessária à boa vida em sociedade, e sim uma coisa simplesmente imposta e que não tem sentido, e pior, se eu desobedecer várias delas não vai dar em nada. Fico bem triste quando penso nisso, e fico imaginando medidas bem radicais. Mas sabemos que temos duas formas de conscientização:

1) A duradoura - aquela adquirida de forma tranquila, com educação e consequentemente com a evolução das pessoas, isto leva muito tempo;

2) A Passageira - aquela imposta rapidamente e até violentamente, mas assim que se deixa de de impor, some também rapidamente todo o "respeito" à ela.

No Brasil hoje, a maioria precisa adquirir essa conscientização, precisamos melhorar muito em muita coisa.

Enfim, é tudo muito triste quando começamos a analisar mais profundamente todos os problemas.

No caso do trânsito, acredito que precisaríamos de uma repressão muito maior dos fiscais de trânsito, mas isso gera, pelo menos aqui em Porto Alegre, uma gritaria enorme, muita gente fala em industria da multa, que a prefeitura só quer arrecadar, blá, blá , blá, ou seja, falta muita noção pra essa gente, nem temos tantas multas assim, na realidade temos muito poucas comparadas ao desrespeito da lei. Claro, ao mesmo tempo precisamos de campanhas educacionais sérias, e reconhecimento de que a bicicleta é um meio de transporte muito utilizado.

Enquanto tudo isso não acontece, precisamos de ciclovias urgente, pois ciclovia é obra, e sendo obra muita gente pode ganhar dinheiro com isso...bem certinho com a lógica da politica.
Então, não acha que é mais fácil?
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Olavo

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 4:15 am

Mordaz escreveu:
Certa vez vi uma matéria no programa de TV "CQC" (do qual não sou expectador porque não vou com a cara do Marcelo Tas) na qual os caras instalaram um sensor de proximidade numa bicicleta. O negócio produzia um alarme sonoro sempre que algo ficava a menos de 1,5 m à esquerda da bicicleta. Os caras experimentaram a coisa na Av. Paulista e nem preciso dizer que o alarme soava direto. Depois eles mostraram a um policial que estava numa cabine e o informaram sobre a lei, a qual ele não conhecia!

Se o meganha pedalasse uma bike assim aparelhada e multasse todos os que passassem perto, rapidamente os motoristas seriam "conscientizados". Passariam longe dos ciclistas como o diabo da cruz!

[]s
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Eu vi este vídeo, na época até tive uma ideia "genial". Colocar em todas as bicicletas de voluntários esse mecanismo, mas não com sirene, e sim com uma arma de tinta, depois era só os fiscais verem os carros manchados com a tal tinta e ir aplicando a multa.

Seria bem legal, pois ao mesmo tempo o motorista seria multado e todo mundo saberia que ele passou a menos de 1,5m de um ciclista.

Eu vejo um motorista que passa perto do ciclista, como um sujeito que está inconscientemente brincando de roleta russa, só que nesse caso é na cabeça dos outros. E o pior, essa inconsciência é tão grande e generalizada, que esse motorista pode ser a sua adorável avó, mãe ou esposa.
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artur elias

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 10:47 am


Agradeço de coração as palavras de apoio e ofertas generosas de todos (inclusive do Raul, que o fez por emeio).

Não tem essa de bicicleta parada. A não ser que quebre o quadro!

Minha casa ainda tem goteira, a tubulação de água quente não funciona no andar de cima,
tem muito coisa mal feita pra arrumar ou melhorar; mas já tem uma saleta transformada em oficina, com uma bancada de mais de 2 metros de madeira maciça que é uma beleza.

Então a Shock Proof já está pronta pra rodar. Transferi o cassete para uma roda mais básica
do jogo que eu usava antes, igualmente os pneus, câmaras, ajustei freios (um pé no saco esse mini V brake, mas é o único compatível com o garfo e a linha da corrente), verifiquei o alinhamento do quadro (nenhuma alteração que eu consiga detectar). Reinstalei o bagageiro (estava sem, para a corrida). Agora é tentar a reposição do aro para remontar a roda com o mesmo nível da original. Vamos ver se mudou alguma coisa na relação da Shimano com o consumidor brasileiro.

Vejo que o tópico, inadvertidamente, provocou um interessante debate!



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Marco Di Martino

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 1:33 pm

artur elias escreveu:
Vejo que o tópico, inadvertidamente, provocou um interessante debate!


Acidentes são acidentes, obviamente que não são produto intencional (a menos que se trate de alguma psicopatia), mas podem ser facilitados se estivermos expostos ou por nossa desatenção (todo mundo é humano) ou por leis que beneficiem mais o interesse de uns do que de outros.

O Olavo já disse quase tudo que eu gostaria de dizer. Quem me conhece sabe que tenho opiniões polêmicas sobre a questão da legislação de trânsito no que concerne às bicicletas. Não consigo engolir nada que seja "goela abaixo" e que coloque em primeiro plano a padronização, em detrimento da contextualização. Não acho que seja bem pensado "fazer de conta" que uma bicicleta está no mesmo patamar do que uma motocicleta no trânsito. Motocicletas podem ter o mesmo poder de arranque do que qualquer veículo motorizado (ônibus, carros e por aí vai). Portanto, não há problema em que fique parada junto aos demais veículos motorizados em um semáforo no sinal vermelho. Todos vão embora juntos no sinal verde. A bicicleta (os speedeiros e afins talvez odeiem o que vou colocar...) está mais pra cadeira de rodas do que para ônibus. Uma equiparação de bicicleta com automotor é como colocar um tigre em uma jaula com um gato com a infeliz observação de que ambos são felinos... Se o sinal estiver vermelho e eu tiver segurança no cruzamento, não hesito. Vou na frente, antes dos carros e me posiciono pra escapar da manada que virá logo atrás.

Estou convicto de que a atual legislação de trânsito, no que concerne à bicicleta, como se propõe, ameaça minha segurança. Vou considerá-la até o ponto de não comprometer minha vida. Com respeito a motoristas respeitarem leis, não esqueçamos que as leis são respeitadas no Brasil quando quem seria o infrator visualiza seu prejuízo. O respeito às leis, infelizmente, ainda é suposição. No entanto, a ciclovia ou ciclo faixa é algo concreto e literalmente palpável quando existe. No caso da ciclofaixa, nem dá pra argumentar falta de verba, pois se pra pintar marcação pra carro no asfalto não falta dinheiro, pra fazer marcação pra bicicleta também não faltaria...

Tanto a sugestão do Mordaz quanto a do Olavo teriam, no meu ponto de vista, que ser aplicadas em conjunto, assim como o questionamento da aceitação de um tipo de legislação feita por quem não pedala e que põe em risco nossa segurança. Sim, na falta de ciclovia, se o trânsito estiver por demais ameaçador e se a calçada estiver "dando sopa", não duvidem: não vai ser a poeira do asfalto que eu vou comer...

Desculpe eu contribuir para o desvio de assunto, Artur.

Saudações

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Bira

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 1:55 pm

Interessante essa discussão sobre normas de trânsito, principalmente em face dessa notícia que recebi hoje:

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/149316.html

(grifo meu)

30/06/2010 19:12
CCJ aumenta rigor de punições para crimes contra ciclistas e pedestres

Arquivo - Brizza Cavalcante
Colbert Martins adaptou a proposta aos códigos de Trânsito e Penal.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira punições mais rigorosas para crimes cometidos contra ciclistas e pedestres.

O texto aprovado é o substitutivo do deputado Colbert Martins (PMDB-BA) para o Projeto de Lei 74/07, da deputada Solange Amaral (DEM-RJ), que modifica normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB - Lei 9.503/97).

A tipificação dos crimes de trânsito hoje prevê apenas o homicídio ou lesão corporal culposa (sem intenção). O relator optou por estabelecer que poderá ser condenado também por crimes de homicídio doloso (com intenção), além de culposo ou de lesão corporal, quem:
- não guardar a distância lateral de 1,50m ao passar ou ultrapassar bicicleta;

- participar, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente;
- trafegar em velocidade incompatível com a velocidade estabelecida para a via;
- dirigir sem a habilitação ou com a habilitação vencida; ou
- deixar de prestar socorro à vítima ou solicitar auxílio da autoridade pública em caso de acidente.

O projeto original previa que esses fatos fossem considerados sempre como homicídio doloso. O relator explicou que fez a alteração para evitar choque com a legislação penal. Segundo Colbert Martins, foram modificadas alguns dispositivos da proposta para adequar a redação à sistemática e ao vocabulário estabelecidos pelo CTB e pelo Código Penal.

Socorro à vítima
Uma das principais alterações foi a retirada do dispositivo que determinava que os motoristas de acidentes que vitimem ciclistas fossem presos, mesmo que prestassem socorro à vítima. Martins lembrou que essa proposta já foi alvo de veto na Lei 11.705/08, veto ainda não apreciado pelo Congresso. Atualmente, o Código só prevê a pena de detençãoA detenção é um dos tipos de pena privativa de liberdade. Destina-se a crimes tanto culposos (sem intenção) quanto dolosos (com intenção). Na prática, não existe hoje diferença essencial entre detenção e reclusão. A lei, porém, usa esses termos como índices ou critérios para a determinação dos regimes de cumprimento de pena. Se a condenação for de reclusão, a pena é cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. Na detenção, cumpre-se em regime semi-aberto ou aberto, salvo a hipótese de transferência excepcional para o regime fechado. Há ainda prisão simples, prevista para as contravenções penais e pode ser cumprida nos regimes semi-aberto ou aberto. de dois a quatro anos para os casos culposos, e o motorista não é preso em flagrante nem paga fiança se prestar socorro às vítimas.

O relator também modificou o item que prevê que o atropelamento de ciclista, pedestre ou terceiros seja considerado crime de lesão corporal dolosa, caso o motorista esteja dirigindo no acostamento; na contramão; sob a influência do álcool ou de substância de efeitos análogos; ou em excesso de velocidade. O deputado manteve a previsão original do CTB que só remete esses casos aos códigos Penal e Processual Penal, sem enquadrar as condutas em tipos penais. Martins acrescentou inciso que prevê a mesma consequência para quem dirigir pelo acostamento ou contramão.

Tramitação
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes e segue agora para análise do Plenário.
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Marco Di Martino

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 3:14 pm

artur elias escreveu:
@migos:
tive um pequeno acidente há pouco
dei uma "babada" que até agora não entendi direito,
enfiei a roda dianteira num recesso do asfalto junto a uma boca-de-lobo,a.

Ô, Artur, essa "boca de lobo" ficaria em uma esquina à direita de quem sobe a primeira lomba da Wenceslau? Se foi, já tive problemas ali... Com o trânsito a mil ao lado da gente em uma subida íngreme como aquela, a gente tem que se antenar bem antes, uma vez que, com muito trânsito, não há como desviar e ou paramos e perdemos o pedal ou entramos no buraco... Na primeira vez que eu passei por lá, o negócio me pegou de surpresa e eu parei e apelei pro "empurra bike"...

Até mais!
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 10:42 pm

Marco Di Martino escreveu:
Acidentes são acidentes, obviamente que não são produto intencional (a menos que se trate de alguma psicopatia), mas podem ser facilitados se estivermos expostos ou por nossa desatenção (todo mundo é humano) ou por leis que beneficiem mais o interesse de uns do que de outros.

Há acidentes e acidentes.

Se a prefeitura negligencia a conservação das vias públicas e deixa armadilhas no caminho dos ciclistas e estes caem nas armadilhas, isso não é um acidente.

Se um motorista "desatento" -- e certamente muito (des)humano em sua desatenção -- atinge um ciclista por não estar respeitando a distância determinada por lei, isso não é um acidente.

[]s
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MensagemAssunto: Re: acidente   Seg Jul 05, 2010 10:54 pm

Marco Di Martino escreveu:
Não acho que seja bem pensado "fazer de conta" que uma bicicleta está no mesmo patamar do que uma motocicleta no trânsito.
Marco Di Martino escreveu:
Uma equiparação de bicicleta com automotor é como colocar um tigre em uma jaula com um gato com a infeliz observação de que ambos são felinos...

Não se trata disso. O único "mesmo patamar" de que se trata aqui são os iguais direitos de uso das vias públicas por veículos de toda espécie. E, segundo o CBT, a bicicleta é veículo. Lembrando que a prioridade é o pedestre, depois o ciclista e, por último, o motorista. Está no CBT.

Marco Di Martino escreveu:
Estou convicto de que a atual legislação de trânsito, no que concerne à bicicleta, como se propõe, ameaça minha segurança. Vou considerá-la até o ponto de não comprometer minha vida.
Nesse tipo de mentalidade é que reside o problema. Com certeza, o motorista que põe em risco a vida do ciclista também está se reservando o suposto direito de obedecer às leis somente quanto estas lhe convém.

[]s
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MensagemAssunto: Re: acidente   Ter Jul 06, 2010 12:30 pm

Mordaz escreveu:
Marco Di Martino escreveu:
Estou convicto de que a atual legislação de trânsito, no que concerne à bicicleta, como se propõe, ameaça minha segurança. Vou considerá-la até o ponto de não comprometer minha vida.
Nesse tipo de mentalidade é que reside o problema. Com certeza, o motorista que põe em risco a vida do ciclista também está se reservando o suposto direito de obedecer às leis somente quanto estas lhe convém.
[]s RT

Eu quis dizer "ameaçar minha sobrevivência"!!! E não ameaçar a vida de outros pra não chegar atrasado no jogo!!! A discussão aqui se resume a uma questão de princípios. A lei deve ser respeitada a qualquer preço? A ameaça à sobrevivência do indivíduo que uma lei falha pode submetê-lo não lhe dá o direito de recusá-la? Infelizmente, o bom senso nem sempre é constitucional, ainda que as leis estejam em constante evolução buscando algo mais justo. O questionamento não pode deixar de haver, principalmente quando a sobrevivência for ameaçada. Caso contrário, damos margem a coisas ao estilo da "obediência devida" ou a leis impostas por regimes autoritários que muito violentaram as pessoas.
Estamos falando aqui da ameaça à vida e não de questões menores. A lei como um bem social é indiscutível...

Saudações!
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Marco Di Martino

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MensagemAssunto: Re: acidente   Ter Jul 06, 2010 1:14 pm

Há acidentes e acidentes.

Se a prefeitura negligencia a conservação das vias públicas e deixa armadilhas no caminho dos ciclistas e estes caem nas armadilhas, isso não é um acidente.

Se um motorista "desatento" -- e certamente muito (des)humano em sua desatenção -- atinge um ciclista por não estar respeitando a distância determinada por lei, isso não é um acidente.

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É... muito bem observado... Eu não tinha considerado isso...
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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Ter Jul 06, 2010 10:31 pm

Marco Di Martino escreveu:
Eu quis dizer "ameaçar minha sobrevivência"!!! E não ameaçar a vida de outros pra não chegar atrasado no jogo!!! A discussão aqui se resume a uma questão de princípios. A lei deve ser respeitada a qualquer preço? A ameaça à sobrevivência do indivíduo que uma lei falha pode submetê-lo não lhe dá o direito de recusá-la? Infelizmente, o bom senso nem sempre é constitucional, ainda que as leis estejam em constante evolução buscando algo mais justo.

OK, exagerei na analogia.

A lei que eu quero ver respeitada a qualquer preço é o Código Brasileiro de Trânsito, porque a inobservância do mesmo pelos motoristas é que ameaça a sobrevivência do ciclista no trânsito. Essa lei eu não contesto. Pelo, contrário; quero vê-la plenamente aplicada e que o desobecedimento da mesma seja punido com muito mais rigor do que atualmente.

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artur elias

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MensagemAssunto: Re: acidente   Qua Jul 07, 2010 5:25 pm

Marco & demais amigos:

sobre a questão do metro e meio:

vejo que se estabeleceu a hipótese de que o motorista que entortou minha roda
não estava respeitando a distância mínima.

Como protagonista do acidente, devo ressaltar que não tenho certeza absoluta disso.
A bicicleta ficou bastante atravessada na pista - talvez quase perpendicular. É possível
que o cara estivesse a uma distância razoável. Menos que 1,5 m? Provavelmente sim;
mas talvez não muito menos. Ele não estava tirando um "fininho" isso é certo. E ninguém
anda com fita métrica no trânsito; a medida estipulada é um referência geral,
o que importa é a segurança. Nesse caso, creio que o motorista se portou bastante bem,
visto que, ao se deparar com uma situação atípica e perigosa - um ciclista tomba,
supreendentemente, à sua frente, e a bicicleta fica atravessada na via,
que é relativamente estreita - conseguiu evitar o pior.

Poderia ter guardado mais distância? Poderia ter sido ainda mais cauteloso?
Possivelmente sim. Mas não seria eu quem atiraria a primeira pedra, neste caso específico.
Mesmo sendo a única pessoa prejudicada no mesmo.


Sobre leis e conveniência pessoal:

quem me conhece sabe que não sou santo nem excessivamente moralista.

Aliás sou um praticante da desobediência civil suave (acabei de inventar Wink ).

Acho que esse assunto (a desobediência civil) merece um tópico especial. A Massa Crítica é o melhor exemplo disso no contexto ciclístico. Em alguns lugares do mundo, a M.C. trouxe muito resultado, melhoras estruturais e outras. Em outros lugares, só trouxe mais desprezo e aversão pela bicicleta, ao ponto de muitos ciclistas rechaçarem o movimento. Acontece que a fronteira entre desobediência civil responsável e focada, e a baderna infantilóide e irresponsável, é tênue.

Falando especificamente de calçada - exemplo trazido pelo Marco:


Marco Di Martino escreveu:
(...) na falta de ciclovia, se o trânsito estiver por demais ameaçador e se a calçada estiver "dando sopa", não duvidem: não vai ser a poeira do asfalto que eu vou comer...


Eu acho que está O.K. pedalar na calçada, caso pareça que a rua naquele momento representa um risco real e palpável.

Desde que o ciclista pedale em velocidade de caminhada e tenha domínio total de sua bicicleta, sendo portanto capaz de transmitir ao pedestre a clara noção de que, embora esteja invadindo um espaço que não é seu (por direito), não representa nenhum tipo de ameça (de fato). Velocidade de caminhada é alguma coisa entre 2 e 6 km/h. Tbém é de bom tom parar a bicicleta ao menor sinal de stress para os pedestres, especialmente no caso de pessoas de idade, que normalmente têm medo de bicicleta (por que será?), facilitando a passagem de todos.

Não está O.K. pedalar na calçada em velocidade normal de passeio (digamos 10-20 km/h), e é completamente absurdo e praticamente criminoso, fazê-lo em velocidades ciclísticas altas (25, 30, ou mais).


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Mordaz

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MensagemAssunto: Re: acidente   Qua Jul 07, 2010 11:33 pm

Grande Artur, como sempre, sensato.

A propósito, para que lado você caiu? Você para a direita e a bike sobrou para a esquerda?

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artur elias

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MensagemAssunto: Re: acidente   Qui Jul 08, 2010 4:45 am

Mordaz escreveu:

A propósito, para que lado você caiu? Você para a direita e a bike sobrou para a esquerda?



Eu caí para a esquerda, como de hábito Wink .

Não tenho uma imagem clara do ocorrido.

Acho que o pneu dianteiro resvalou na "pia" (sic Klaus) da boca-de-lobo.
Isso fez com que a bicicleta inclinasse e virasse para a esquerda.
Como se estivesse fazendo uma conversão à direita,
só que com o jogo de corpo invertido (daí a queda).

Não consigo lembrar se o impacto com o carro foi depois que a bicicleta já estava no chão ou não.


Mas lembrei de uma coisa:


Tive 3 quedas com escoriações ou dano material, ou ambos.

Nas 3 estava pedalando a M5 com pneus Schwalbe Stelvio 1.1".

Hmmm.





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Marco Di Martino

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MensagemAssunto: Re: acidente   Qui Jul 08, 2010 1:19 pm

artur elias escreveu:
A Massa Crítica é o melhor exemplo disso no contexto ciclístico.


Artur, o que há de Desobediência Civil na Massa Crítica? Pelo menos aqui em POA, andamos juntos e no sentido do trânsito. Ocupando um espaço hipoteticamente permitido pela lei, não? Ou não podemos andar em grande número como os automotores? O fato de ocuparmos bastante espaço e de contrariarmos o pensamento de grande parte dos motoristas - que considera que lugar de bicicleta é nas praças e parques e não no trânsito - não caracterizaria Desobediência Civil. Além do mais, se o número grande de bicicletas caracterizar Massa Crítica, então os automotores já a fazem há um século...

artur elias escreveu:
Desde que o ciclista pedale em velocidade de caminhada

Nesse caso, é mais "negócio" descer da bicicleta e fazer o que se propõe: caminhar ao lado da bike (a menos que se queira demonstrar habilidades circenses...).

artur elias escreveu:
Não está O.K. pedalar na calçada em velocidade normal de passeio (digamos 10-20 km/h)"
Se, com isso, pusermos em risco a segurança dos pedestres. Tudo gira em torno disso...
Em calçada vazia (isso ocorre principalmente à noite) de domingos e feriados e em zona comercial com tudo fechado (o que não significa que o meio da rua esteja amistoso), se o aspecto do risco não entrar em questão, esses cuidados se tornam inócuos. Seria como esperar o sinal abrir pra atravessar a rua quando não existe tráfego.

Senhores, toda lei tem uma razão de ser. Quando a razão desaparece, não há porque existir lei.

Trocando em miudos: sem contextualização não dá pra ser feliz.

Saudações!

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artur elias

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MensagemAssunto: Re: acidente   Qui Jul 08, 2010 4:01 pm

[quote]
Marco Di Martino escreveu:
artur elias escreveu:
A Massa Crítica é o melhor exemplo disso no contexto ciclístico.


Artur, o que há de Desobediência Civil na Massa Crítica?



Não estava me referindo a alguma Massa específica, daqui ou dali, e sim ao movimento como um todo. A desobediência civil, de uma maneira ou outra, faz parte da essência do movimento. E, em muitos lugares, participantes da Massa Crítica fazem coisas não totalmente legais. Existe um amplo histórico de enfrentamento com a polícia. Na Itália alguns ativistas fizeram uma espécie de arrastão no comércio de gêneros alimentícios por onde passava a Massa, depois deram uma festa com a comida roubada - este seria um exemplo extremo. Em Curitiba (se não me engano), o pessoal uma vez pintou uma ciclofaixa no chão. Detalhe: eles avisaram os moradores e as autoridades antes. Deram a cara pra bater. Alguns foram processados. Este seria um exemplo de desobediência civil confrontatória, porém responsável.

Aqui em PoA sei de pelo menos uma prática ilegal, mas que achei muito "legal", e que talvez seja melhor não descrever em detalhe aqui...Wink



Citação :
artur elias escreveu:
Desde que o ciclista pedale em velocidade de caminhada

Nesse caso, é mais "negócio" descer da bicicleta e fazer o que se propõe: caminhar ao lado da bike (a menos que se queira demonstrar habilidades circenses...).


Nada a ver. Quem domina a bicicleta tem muitas vantagens, especialmente no que diz respeito a segurança. Pessoalmente, acho muito divertido, e um excelente exercício de coordenação com a bicicleta, testar periodicamente minha habilidade de andar quase parando. Às vezes consigo andar mais devagar do que o ciclo consegue marcar - o mínimo dele é 2,5 km/h. Se por acaso decido pegar um trecho de calçada, seja porque motivo for, quero ser capaz de fazê-lo tão devagar quanto as velhinhas caminham. E conseguir deixar claro que não sou uma ameaça para elas.


Citação :
artur elias escreveu:
Não está O.K. pedalar na calçada em velocidade normal de passeio (digamos 10-20 km/h)"
Se, com isso, pusermos em risco a segurança dos pedestres. Tudo gira em torno disso...


Não.

Tudo gira em torno da mente de cada um.

E cada um se justifica como pode.

E o problema sempre está nos "outros".


Wink
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